terça-feira, 5 de julho de 2016

Limites e desemprego!

Vamos lá, papo sério!

Quase 6 meses...quase 6 meses de caça desenfreada à um emprego! Meio ano não...não quero bater essa marca, isso só vai rolar no dia 20 e eu espero de coração já estar empregada até lá porque realmente, tem limite!

Tudo que for falado aqui é baseado em fatos reais e os termos publicitários podem ser substituídos por outras áreas!

Vaga: Estágio atendimento
Responsabilidades: Contato direto com os clientes, atender telefone, auxilio de recepção. Responsável por desenvolvimento de layout, redação e contato com fornecedores quando necessário. Necessário conhecimento de pacote Office, Ilustrator/ Corel Draw / Photoshop e ferramentas de mensuração de mídia online.
Necessário experiência de pelo menos 3 anos na área.
Remuneração R$ 500,00 + transporte.

Gente, sério, não é exagero de gente revoltada com a vida, esse exemplo é baseado em fatos reais!
Deixa eu ver se eu entendi, a pessoa quer um atendimento, recepcionista, criação, produção e mídia na mesma pessoa? Você pode me falar (acho que é impossível, e espero que não fale, mas tudo bem) que da pra uma pessoa só ser responsável por tudo isso, mas se você não se espantou com isso, se atente para o seguinte fato: a faculdade de publicidade dura 4 anos, como que uma pessoa que se candidata para uma vaga de estágio vai ter pelo menos 3 anos de experiência na área (qual das áreas?!)?

Em anúncios de vagas efetivas temos o mesmo problema!

Passei 4 anos de faculdade (3 e meio na verdade, mas está acabando!) ouvindo meu mestres professores dizendo que publicidade não é só criação, que tem muito mais, que cada área faz o todo acontecer! Meus amores, pelo amor de Deus, existe muito mais em Publicidade e Propaganda, vamos, por favor, abrir a cabeça e entender isso? Apenas para citar um exemplo, uma boa peça não é nada sem planejamento, aliás, uma boa peça não existe sem um bom planejamento! E não, não venham me falar que eu tenho obrigação de saber mexer em software, porque isso pode até ajudar (e eu concordo e tenho planos de assim que voltar a ter renda começar a pesquisar cursos para ter pelo menos a noção básica), mas não podemos acreditar que esse mundo da publicidade se resume apenas à criação! É diminuir demais um mundo tão maravilhoso e complexo!

Seu eu pudesse pedir apenas uma coisa para os empregadores, pediria coerência! Se quiser um estagiário, saiba o que pode ser requisitado e principalmente esteja disposto a ensinar, agregar algo na vida profissional do estagiário e não apenas à conseguir mão de obra fácil. Sobre as vagas efetivas, entenda que é humanamente, academicamente, publicitariamente impossível um profissional preencher todas as áreas da agência. Campanhas de sucesso são geridas com cada profissional cumprindo a sua função, às vezes até mesmo com núcleos específicos dentro das agências para cuidar de alguns clientes. Por menor que seja a agência, é preciso respeito e (mais uma vez) coerência!
Vamos parar de sucatear! Se você é o responsável por uma agência de publicidade, você sabe (ou deveria saber) como é importante cada área com o seu profissional competente, responsável, focado e livre para trabalhar com aquilo que escolheu e se capacitou!

Feito o desabafo específico da área, respondo um questionamento feito por muitas pessoas: sim, também estou procurando emprego fora da área de publicidade, mesmo isso me deixando bastante frustrada por estar a poucos passos de me formar e com o sangue fervendo para aprender mais e me desenvolver na área!


Continuo na busca e aquele recado de sempre...se alguém souber de uma vaga por aí...

domingo, 29 de maio de 2016

Limites sobre um abuso!

Como já deu pra perceber que está faltando limites pra muita gente, vamos trazer o papo aqui pra perto!

Eu frequento bares, cinemas, pontos de ônibus, shoppings e outros locais de entretenimento público com roupas que me fazem bem e que eu escolho, isso pode incluir shorts, saias e vestidos. Eu mereci?

Eu frequento o campus da minha faculdade à noite e isso inclui salas de aulas, estacionamentos e proximidades. Eu mereci?

Eu bebo! E mais, bebo o que eu escolho, o que eu tenho vontade e na quantidade que eu quiser. Eu mereci?

Eu engravidei com 19 anos. Eu mereci?

Não, eu não sou casada! Eu mereci?

Eu uso transportes públicos! E não só enquanto está claro, muitas vezes durante a noite e desacompanhada. Frequento muitos ônibus e até mesmo táxis, tudo sozinha. Eu mereci?

Eu já me relacionei com alguns homens. Eu mereci?

Eu tenho amigos homossexuais! Frequento todos eles (não tanto quanto gostaria, essa vida corrida acaba deixando isso mais difícil) e sou simpatizante da causa LGBT. Eu mereci?

Eu sou mulher e já disse ‘não’ para alguns caras que se aproximaram nos bares, que me comeram com os olhos e que me chamaram de ‘gostosa’ no meio da rua. Eu mereci?

Eu passei aquele batom vermelho, mesmo muita gente achando que é um ‘batom de vagabunda’! Não fiz o que eles esperavam. Eu mereci?

Eu não mereci, não mereço e nunca vou merecer qualquer tipo de violência e abuso! Seja um estupro, uma cantada na rua ou um julgamento!

Eu não mereço!

Elas não merecem!

Eles não merecem!

Nunca é culpa da vítima!

Se não tem nada de bom pra falar, é melhor não dar opinião!

#EstuproNaoÉCulpaDaVitima

#AbusoNãoÉCulpaDaVítima

#NãoVamosFicarQuietinhas


#AprendeARespeitar

Links de utilidade pública:

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Limites e sobre sentir falta...

É estranha essa sensação, essa coisa de sentir falta e não saber exatamente do que!
Diria que não é nem não saber exatamente...é simplesmente não saber!
Vamos lá! Acorda no meio da noite, olha para o lado, não encontra muita coisa. Será solidão? Não, creio que se fosse isso já estaria bem claro. 
Um beijo, um carinho, um abraço? Muito clichê!
Alguém me aponta pelo amor de Deus o limite dessa sensação estranha! Será isso? Será a falta da espiritualidade? Miga sua louca, não pira, não adianta arrumar desculpa pra cobrir um defeito que você não tem a menor noção do que é.
As vezes é o silencio, essa coisa de ficar muito tempo sem falar...é, mas normalmente você prefere ficar em silencio, mesmo cercada de gente, gente essa que as vezes até quer falar, mas que não te mostra argumentos suficientes para ter uma boa conversa.
Será saudade, essa coia que bate sem a gente saber e vem não sei de onde? Não, pode apostar que não é, o fato é que nunca tive uma coisa tão grande assim para sentir saudades. Nos chamados “grandes momentos da minha vida” sinto a sensação de ter passado por todos eles anestesiada, mas até acho isso bom, tudo que perdi fica em um subconsciente inacessível que não me causa nada.
Vamos voltar a fita (iniciar novamente o episódio no Netflix se você preferir) refazer os passos e entender o que falta. Quando esse sentimento bate? Será que quando chego em casa? Quando tiro a bolsa e o peso continua nas costas?
Já sei, é naquele maldito momento em que deito a cabeço no travesseiro e resolvo dormir. Tarefa difícil, cada vez mais difícil!
O que mata por dentro é aquela coisa de querer pensar em alguma coisa, lembrar de alguma coisa...sabe quando a gente pensa em alguma situação antes de dormir e vai dormir sorrindo? 
Sei lá, de uns tempos pra cá eu tento puxar na memória esse último momento, última imagem...e não vem nada!Não é pra me entender mal, achar que estou no meio de uma crise existencial ou voltei a ser adolescente! Não é depressão nem nada assim (pode deixar que eu sei quando é)!
Falta aquela imagem pra congelar, guardar no coração e dormir sorrindo!

Então esse texto vai terminar igual esse meu momento pra mim, sem final...

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Limites de um Auto-Bullying – Episódio 01





Para tudo que tem coisa mudando!
Gente, não que eu tenha me escondido esse tempo todo, mas eu respeito muito uma máxima que diz que você só pode apontar para o outro, depois de apontar para você mesmo, ou seja, só pratique a zoeira com o coleguinha depois de praticar com você mesmo! Sendo assim, o blog (depois de uma fase depressiva de autoconhecimento e mimimi) volta às origens e volta a rir. MAS antes de voltar a rir do coletivo, vamos rir do privado!

O Tudo com Limites apresenta hoje o primeiro episódio da série Limites de um Auto-Bullying, uma série de 5 “episódios” de Bullying sobre a minha pessoa! É a sua chance de rir de mim de forma autorizada! Ve se não perde e le até o final. Não garanto gargalhadas, mas garanto que você vai poder rir da minha cara!

Bom sem mais blá blá blá, no nosso episódio de estreia vamos falar de nome. Se vocês (se é que tem alguém lendo isso, dá um oi nos comentários se você está aí!) ainda não sabem meu nome é Lis. Vamos para as respostas básicas:
1)    Não, não é apelido;
2) Sim, é só isso (não tem complemento, nome composto e nem nada parecido);
3) Sim, eu já passei por situações bem complicadas por causa dele!

Pessoas com nomes estranhos (vamos falar “diferentes”, pois hoje o Bullying é só comigo) tem problemas em coisas que pessoas com nomes comuns julgam ser as tarefas mais fáceis da vida! Vamos exemplificar! Estou eu em um momento normal da minha vida, pedindo um café naquele lugar que anota o nome no copo (sem marcas...mas se rolar um patrocínio a gente conversa!). Pedindo o café, ok, pedido entendido...aí vem a pergunta fatídica...a atendente sorri e pergunta...Nome? É aquele momento que dá vontade de responder não...não precisa de nome não...deixa sem que é melhor! Meu rapaz, minha jovem, lembrem-se que vocês aqui estão lendo o meu nome, então está tudo tranquilo, mas façam um exercício em 3 partes:

1) Leia Lis em voz alta;
2) Encaixe em frases como “É a Lis”; “Meu nome é Lis” ou “Fala com a Lis”;
3) De muita risada!

Se você ficou com preguiça de fazer a fase 2 e não entendeu a risada na fase 3 (sério, preciso parar, o Bullying é só comigo poxa!) eu explico. Só por esses exemplos, por conta da sonoridade das frases, meu nome já virou Elis e Alice facilmente. E vamos lá, porque eu ainda estou na frente da atendente do sorriso tentando pensar em alguma alternativa para ela entender meu nome de primeira, e vai por mim, por experiência própria, não existe alternativa! Eu sempre vou passar por aquela coisa de falar umas 3 vezes o meu nome e depois soletrar: L-I-S (sem contar que depois do “Soletrando” a gente volta para as 3 respostas básicas que eu já citei acima!)

Entenderam o drama?! Enquanto você, pessoa de nome normal, faz o pedido em uns 2 minutos, eu fico pelo menos uns 5 a 6 minutos apenas para explicar o meu nome!
E isso tudo se repete em pedidos de pizza por telefone, ligar para o disk táxi (sem piadinhas sobre Uber nesse post, se segura!) e outras coisas que precisa dar o nome para “ser chamado”.

Só isso, mais os olhares das pessoas em volta quando entendem o seu nome e a cara de merda da atendente pela situação já fazem a vida de uma pessoa com o nome Lis ser mais agitada do que deveria, e não estamos falando de uma agitação boa!

Além desse Bullying versão plus, eu também passo/passei por aquelas situações mais comuns como rimas com o nome (Lis Feliz, Lis cara de caca de nariz, entre outros)! Amiguinhos, dois tipos de Bullying numa criança só...isso já da trauma permanente com direito à visitas periódicas ao terapeuta!

E tem mais, sabe quando você tem aquela amiga chamada Isabela (nome aleatório) e você é tão carinhosa que chama ela de Isa? Agora me diz, que diabos de apelido (aqueles, com diminutivo de nome) da pra fazer com Lis?! Não existe! Parece pra sempre que a pessoa está brava com você, fica te chamando pelo seu nome, o coração traumatizado de Bullying não aguenta!

Agora, pra finalizar, um recado importante! Se você, por acaso, tem conta naquele banco laranja (sem marcas!) já deu a piadinha com o limite do banco! Esse Lis aí é outra coisa, não sou eu!!!

Assim abrimos a série Limites de um Auto-Bullying e também marcamos a volta da veia cômica do blog (tem até umas boquinhas vermelhas no layout agora, porque a coisa aqui voltou a ser pimenta, segura que vem bomba!)

Espero que vocês tenham gostado, que reflitam sobre esse primeiro Bullying e que aguardem ansiosos os próximos episódios da série! 2 beijos pra cada um!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Limites e palavra!

Gosto de gente de palavra! Seja qual for a palavra...

Gente que fica mudando de ideia me deixa tonta e gente que sustenta uma palavra na sua frente, mas na verdade quer dizer outra coisa me deixa irritada!

Se quer aquilo, vai até o final, se não quer põe pra fora que vai te fazer bem!

Gosto de gente com pegada...

Uma pegada meio forte naquilo tudo que quer.

Indecisão faz parte da vida? Sim, na hora de descobrir onde jantar, qual doce comer quando você nem tem mais vontade e também na hora de decidir qual roupa vai comprar. Mas indecisão na hora de sustentar a palavra...é feio!

Vamos combinar assim, com palavra e com pegada a gente chega longe!

Mostra decisão, luta por aquilo quer ter, quer beijar, quer pegar...mostra a pegada...pegada frouxa não conquista ninguém!

Se você me mostrar a pegada e honrar a palavra eu juro que por pior que ela seja eu vou te dar o direito de defende-la!

Mas não estraga, para de falar, vem aqui e me mostra tudo que você tem pra mostrar e me faz feliz! Deixa eu te dar uma mordida!
Vem rir comigo, se solta, me mostra que você quer, que eu te mostro que não vai se arrepender!


Depois de falar vem a hora de agir! Aí a gente se diverte, da bastante risada e continua defendendo todas aquelas palavras!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Limites presos à cordas!



Esses dias, andando por aí, dei de cara com uma corda! Uma ponta solta que não se via o fim.
Não sabia se puxava, se deixava lá. Não era nem grossa nem fina, nem bonita e nem feia. Era apenas uma corda. Ri sozinha pensando na frase “dar corda” e logo depois parei quando me dei conta que após dar corda sempre vem a pare que alguém acaba se enforcando.

Já não aguentava mais, aquela corda devia significar alguma coisa. Enquanto caminhava em direção a ela, percebi que ela não estava sozinha. Ao seu lado havia mais uma...e outra...e outra...não era possível...resolvi que precisava de luz!

Seria melhor ter ficado sem ver...eram várias cordas, várias pontas sem nó e que apareciam sem dó para me dizer alguma coisa!

Puxei a primeira, veio o tombo...não meu...de alguém...só ouvi o barulho...

Puxei a segunda...dessa vez ninguém caiu...poderia ser alguém que já sabe pular corda!

A terceira era mais grossa...mais pesada...foi quando me toquei que não eram apenas cordas!

Eram pontas não amarradas da minha vida que me fitavam como cobras prontas para dar o bote!

Nossa, como deixei todas se rebelarem ao mesmo tempo? Talvez tenha sido um pouco de despreparo, mas levando em consideração que eu não amarro nenhuma ponta da minha vida, já era de se esperar. E agora, como sair dessa situação?!

Vamos fazer assim, eu solto as cordas, não me preocupo com o que tem em cada ponta e vou embora sem saber quantos tombos mais serão ouvidos! Droga...tenho consciência! Vou ficar e dar uma geral nisso!

Voltamos a primeira corda...agora a segunda...a terceira...cordas pesadas, fazem meu braço doer !
Corto ou amarro?! Já sei! Amarro uma na outra para ver esses personagens diferentes se encontrando e começando ma história completamente diferente. Não posso...lembro exatamente como cada uma terminou e não seria justo expor outros corações à esses espinhos...cada mágoa na sua corda!

Aparo todas...muitos restos de cordas, muita poeira...atacou minha alergia...sou alérgica à situações mal resolvidas...resultado: tenho crise todos os dias!

Pronto, todos os restos jogados no lixo e o lixo sendo levado embora! Para algumas histórias escorre uma lágrima. É bom que da um jeito nessa poeira e lava tudo!


Agora posso ir embora, fazendo de conta que não estou vendo aquele último pedaço de corda que ficou ali!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Limites e impulso!



Sinto falta do impulso! Aquele de fazer as coisas sem pensar e também aquele de ir para trás pegar velocidade pra se jogar. Será que falta impulso pela falta de pulso?! Só sei que o pulso fica acelerado quando sinto esse perfume. Coração saindo pela boca, engole e volta pra linha que agora não é hora disso. E quando é hora?!

Lembra quando você fechava os olhos e dançava sem se preocupar se o ritmo estava certo? Qual era o ritmo mesmo? Acho que era aquele do pulso. Ou seria o do impulso?!

Era essa dança que levava até a mudança ou tudo aconteceu muito rápido depois que a luz apagou?! A luz apagada sempre foi muito boa, fazia bem, libertava das amarras...levanta agora e apaga a luz!
Sentidos aguçados sem a visão...isso faz bem! O perfume volta, o ritmo volta, o gosto aparece...ou devia aparecer! O arrepio na nuca depois do toque!

Hora de ir para trás, hora do impulso...antes liga a música que eu preciso voltar a dançar!

O frio na barriga faz bem, tinha muito tempo que não sentia isso, o sorriso é involuntário e a mistura de sensações leva para a mudança. Prometa que quando abrir os olhos não vai ser o mesmo ambiente, o gosto vai ficar marcado, o batom borrado será arrumado e você sairá daqui flutuando!

Depois desse choque de pulso, o caminhar fica confiante, os olhos profundos e a escolha das roupas certeira! Coloca o salto que te faz ter tamanho suficiente pra brincar nessa montanha russa, aquela blusa que faz aparecer uma tatuagem e a saia que atrai olhares.

Sai de cabeça erguida, se der vontade volta a dançar, faz por impulso, entende que da pra ser as duas coisas ou até mesmo mais de duas!

Vai ao lugar que você gosta e que tem aquela batida que se confunde com a respiração, te deixa pingando suor, não deixa pra depois!


Aproveita enquanto a batida está marcada, para de pensar tanto naquilo que não precisa! Já tentou só fazer?! Gasta esse tempo de pensar nas coisas que realmente precisam, nas outras...só sente o impulso!